Gestão de conflitos no trabalho: protocolo em 5 passos
Conflitos no trabalho são inevitáveis — o problema é ignorá-los. Protocolo em 5 passos: (1) escutar as partes separadamente; (2) validar fatos (não interpretações); (3) mediar reunião conjunta com regras claras; (4) definir compromissos escritos; (5) acompanhar em 15 e 30 dias. Conflito não resolvido vira turnover, assédio, ação trabalhista. RH atua como facilitador — não juiz. Escalar quando houver risco de discriminação, assédio ou violação de política.
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Protocolo em 5 passos
1. Escutar separadamente
Nunca ouvir as duas partes juntas na primeira reunião. Escuta separada permite que cada um se expresse sem defesa.
2. Validar fatos
Separe fato de interpretação. "Ele gritou comigo na reunião de 3ª" é fato. "Ele me humilha" é interpretação (pode ser verdade, mas precisa de fato).
3. Mediar reunião conjunta
Só depois da escuta individual. Regras claras: sem interromper, foco em fatos, buscar acordo. RH ou gestor sênior facilita.
4. Compromissos escritos
Documentar o que cada parte se compromete a fazer/deixar de fazer. Prazo para revisão.
5. Acompanhar em 15 e 30 dias
Follow-up é o que diferencia mediação real de teatro. Sem acompanhamento, conflito volta.
Quando escalar
- Discriminação (raça, gênero, orientação, religião, deficiência)
- Assédio moral ou sexual
- Violação de política interna grave
- Risco de violência
- Conflito recorrente que não se resolve
Riscos de ignorar
- Turnover imediato (colaborador pede demissão)
- Ação trabalhista com dano moral
- Ação de assédio moral ou sexual
- Desengajamento do time todo (percebe conivência)
- Redução de produtividade generalizada


