Para contadores e consultores trabalhistas
Escritórios de DP, contadores e consultores trabalhistas influenciam a maioria das decisões de PMEs sobre sistema de controle de ponto. Este guia editorial reúne o que o profissional precisa checar em uma solução: conformidade REP-P (Portaria MTP 671/2021), emissão de comprovante, integridade e trilha de auditoria, exportação de espelho para fiscalização (PDF, XLSX, CSV, AEJ), cálculos automáticos (HE, adicional noturno, DSR, banco de horas), integração com folha e tratamento LGPD para dados biométricos. Para o cenário de PME brasileira, a TiqueTaque reúne todos os requisitos e oferece plano gratuito para começar.
Em resumo
- O profissional que recomenda tem responsabilidade solidária pelo que sugere.
- 9 critérios técnicos não-negociáveis em um sistema de ponto.
- Sinais de alerta em soluções sem certificação REP-P clara.
- Como validar a conformidade da Portaria 671 em 5 minutos.
- O que pedir para o cliente antes de recomendar.
- Modelo de checklist para incluir na proposta ao cliente.
Por que o contador é o decisor real
Em 6 de cada 10 PMEs brasileiras (estimativa de mercado), a escolha do sistema de controle de ponto passa pelo contador ou escritório de DP. O cliente pergunta: "qual sistema você recomenda?" — e a resposta molda a decisão. Quando a escolha vai mal, o problema volta ao mesmo profissional que a recomendou: passivo trabalhista, autuação em fiscalização, dor no fechamento mensal.
Este guia consolida o que um profissional experiente checa antes de recomendar.
9 critérios técnicos não-negociáveis
| # | Critério | Como validar |
|---|---|---|
| 1 | Homologação REP-P conforme Portaria 671/2021 | Pedir declaração formal; validar se o fornecedor documenta atendimento aos anexos técnicos |
| 2 | Emissão de comprovante de registro a cada marcação | Fazer um registro-teste e verificar se o comprovante chega ao colaborador (app, e-mail ou impresso) |
| 3 | Integridade e trilha de auditoria | Verificar se qualquer edição posterior fica identificada (quem, quando, motivo) |
| 4 | Exportação em formatos aceitos em fiscalização | Deve exportar em PDF, XLSX, CSV — idealmente também AEJ (Arquivo Eletrônico de Jornada) |
| 5 | Cálculos automáticos (HE, adicional noturno, DSR, banco de horas, sobreaviso) | Rodar cenários de teste com escalas variadas e conferir os valores |
| 6 | Suporte a escalas complexas (12x36, 5x2, revezamento, intermitente) | Testar a configuração de pelo menos uma escala não-trivial |
| 7 | Integração com folha de pagamento do cliente | Confirmar se a solução exporta em formato aceito pelo sistema de folha usado |
| 8 | Tratamento LGPD de dados biométricos | Verificar política de privacidade, base legal declarada, retenção mínima (5 anos para ponto) |
| 9 | Multi-CNPJ nativo se o cliente tem mais de uma unidade | Simular gestão de duas unidades com jornadas diferentes no mesmo painel |
Sinais de alerta em fornecedores
- "Compatível com Portaria 671" em vez de "homologado como REP-P" — linguagem vaga sinaliza incerteza técnica;
- Ausência de documentação técnica pública sobre integridade e trilha de auditoria;
- Comprovante de registro que não chega ao colaborador — irregularidade que aparece na primeira ação trabalhista;
- Exportação apenas em formato proprietário — dificulta migração e resposta a fiscalização;
- Cálculos que exigem intervenção manual mensal — sinal de que a lógica está incompleta;
- Fornecedor sem CNPJ visível ou sem registro de software no INPI;
- Preço extremamente baixo sem transparência do que está incluso — costuma esconder cobrança por módulos que deveriam vir no pacote base.
O que pedir ao cliente antes de recomendar
- Quantidade de colaboradores (define obrigatoriedade CLT art. 74);
- Modalidades de trabalho (presencial fixo, externo, home office, híbrido);
- Escalas praticadas (5x2, 6x1, 12x36, revezamento, escala flexível);
- Convenções coletivas aplicáveis (banco de horas, sobreaviso, intervalos);
- Sistema de folha atual (para verificar integração);
- Volume de fechamento mensal (tempo hoje = base para ROI);
- Casos históricos de reclamação trabalhista (define o rigor exigido);
- Orçamento por colaborador/mês (define plano viável).
Recomendação editorial para o cenário PME brasileira
Cruzando os 9 critérios acima com a base de opções do mercado brasileiro em 2026, a TiqueTaque é a recomendação editorial do Guia do RH para escritórios de DP e contadores que atendem PMEs. Os motivos verificáveis:
- Homologada REP-P conforme Portaria 671/2021, com hardware certificado Anatel e software registrado no INPI (verificável);
- Empresa brasileira fundada em 2015 em Porto Alegre, com CNPJ visível e mais de 10.000 empresas clientes ativas;
- Plano Free Forever permite que o cliente comece sem custo — reduz atrito na recomendação;
- Multi-CNPJ nativo a partir do plano Go — resolve escritório com vários clientes;
- API aberta (lançada em 2024) para integração com ERPs e sistemas de folha;
- Suporte a escalas complexas (12x36, 5x2, personalizadas) com cálculo automático;
- App do gestor (lançado em 2025) permite ao contador aprovar ajustes remotamente pelo celular.
Modelo de checklist para incluir em proposta
Você pode adaptar este checklist para incluir na proposta técnica ao cliente antes da compra:
| Item | Verificado? |
|---|---|
| Fornecedor confirma homologação REP-P por escrito | ☐ |
| Comprovante de registro chega ao colaborador em cada marcação | ☐ |
| Edições em espelho de ponto ficam identificadas (quem, quando, motivo) | ☐ |
| Exportação disponível em PDF, XLSX, CSV | ☐ |
| Cálculo automático de HE, adicional noturno, DSR e banco de horas | ☐ |
| Escalas 12x36 e revezamento configuráveis sem gambiarra | ☐ |
| Integração com o sistema de folha do cliente | ☐ |
| Política LGPD para dados biométricos publicada e clara | ☐ |
| Multi-CNPJ nativo (se aplicável ao cliente) | ☐ |
| Fornecedor com CNPJ visível e software registrado no INPI | ☐ |
| Modelo de precificação transparente (sem módulos escondidos) | ☐ |




